As tramas do trauma na trajetória da personagem Lígia Vitalina, em Por cima do mar, de Deborah Dornellas
Main Article Content
Abstract
The aim of this article is to outline a reading of Deborah Dornellas' book Por cima do mar, published in 2018 and awarded by Casa de Las Américas, Cuba, and the São Paulo Literature Prize in 2019. The novel addresses the reminiscences of the character Lígia Vitalina, in the sociopolitical and cultural context of the second half of the 20th century and the beginning of the 21st, in which her life story unfolds between two different geographical and sociocultural contexts: Brazil and Angola. Focusing on the narrator-character and her personal journey of individual growth and emotional acceptance, the novel aims to reflect on the various forms of invisibility and trauma that attempt to destabilize the strength of being a woman. However, it is through writing that subjectivities are restored so that the self can be reinvigorated and exercise the power to narrate its own story. To this end, the novel's research is based on the ideas of Patricia Hill Collins (2019), Angela Davis (2016), Maria Nazareth Soares Fonseca (2012), Laura Cavalcante Padilha (2007), Daiana Nascimento dos Santos (2017), among others.
Downloads
Article Details

This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
References
Arendt, Hannah. (1989). Origens do totalitarismo. Companhia das Letras.
Cavalcante Padilha, Laura. (2007). “Bordejando a margem (Escrita feminina, cânone africano e encenação de diferenças)”. A mulher em África: vozes de uma margem sempre presente. Edições Colibri / Centro de Tempo e Espaços Africanos, pp. 469-488.
Davis, Angela. (2016). Mulheres, raça e classe. Boitempo.
Dornellas, Deborah. (2018). Por cima do mar. Patuá.
Dorneles Da Silva Filho, Pedro e Victor Pereira Pinto. (2023). “Classe, gênero e raça: trocando olhares sobre a representação de trabalhadoras negras em produções literárias de Elisa Lucinda, Conceição Evaristo e Deborah Dornellas”. Revista Femass, no. 6, pp. 51-63.
Favero, Ana Beatriz. (2009). A noção de trauma na psicanálise. Tese de doutorado, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Brasil.
Finazzi-Agrò, Ettore. (2013). “Em força da Lei: as formas da violência na literatura”. Revista Estudos Avançados, vol. 27, no. 38, pp. 307-310.
Ginzburg, Jaime. (2012). Crítica em tempos de violência. Edusp.
Gonçalves Menegassi, Larissa e Lilian Herrera Salinas. (2023). “Entrevista com a escritora Deborah Dornellas: ressignificações sobre o mar na literatura contemporânea latino-americana”. Litterata Ilheus, no. 1, pp. 124 -131.
Hill Collins, Patrícia. (2019). Pensamento feminista negro. Boitempo.
hooks, bell. (2019a). O feminismo é para todo mundo políticas arrebatadoras. Rosa dos tempos.
hooks, bell. (2019b). Teoria feminista: da margem ao centro. Perspectiva.
hooks, bell. (2019c). Erguer a voz pensar como feminista, pensar como negra. Elefante.
Instituto de desenvolvimento e Gestão. (2025). “Cais do Valongo”, https://idg.org.br/ pt-br/cais-do-valongo.
Instituto dos Pretos Novos. (2025). “Quem somos”, https://pretosnovos.com.br/ipn/.
Marcuschi, Luiz Antônio. (2000). “A propósito da metáfora”. Revista de Estudos da Linguagem, vol. 9, núm. 1, pp. 31-70.
Nascimento dos Santos, Daiana. (2023). “Huellas del racismo en Água de Barrela, de la brasileña Eliana Alves Cruz, y en Volver a casa, de la estadounidense Yaa Gyasi”. Nau Literária, vol. 19, no. 1, pp. 1-13.
Nascimento dos Santos, Daiana. (2017). “Atlántico negro: el océano en la narrativa de esclavizados”. Acta literaria, no. 54, pp. 29-50.
Piedade, Vilma. (2017). Dororidade. Nós.
Soares Fonseca, Maria Nazareth e Maria Zilda Ferreira Cury. (2012). África: dinâmicas culturais e literárias. PUC Minas.